O calendário

Sexta-feira à tarde. É vê-los (e vê-las) sorridentes e apressados a caminho de casa ou a dirigir-se ao supermercado em busca de um melhorado abastecimento de víveres para os dois dias que se seguem. O fim de semana está à porta e é necessário robustecer a paciência e recompor o estômago, que, durante cinco monótonos dias, só Deus sabe como é que foi. Uff! Que alívio! Depois de uma cansativa semana, que bom vai ser aquele tempo dedicado à família [presume-se que o seja!], ao lazer e ao descanso, que um homem não é de ferro!

A ditadura do «politicamente correto»

A expressão “politicamente correto” surgiu na década de 70 do século XX, nos anos do surgimento de grupos pacifistas e anarcas (mas contestatários de qualquer autoridade, como os hippies e várias ONGs radicalmente ligadas aos ecologistas, ao comunismo e à extrema esquerda) e consiste em utilizar uma linguagem neutra em termos de discriminação, oposta ao imaginário racista ou sexista.

Ele há cada um!

Constituída por 14 artigos, a Declaração Universal dos Direitos do Animal foi proclamada em 15 de Outubro de 1978. O primeiro considerando é ategórico: “Todo o animal tem direitos” — o que implica que, sendo o homem a reconhecê-los, é o homem que tem deveres para com os animais.

A moda da descrença

Não tenho nada contra as pessoas que, na sua liberdade de expressão e de escolha, escolhem ser ateus, agnósticos ou simplesmente não crentes. Isso é lá com eles. Não ter nada contra não significa que, para mim, tal afirmação tenha o mesmo ou maior valor que o seu contrário como parece deduzir-se das palavras de quem afirma ser ateu. Aliás, diz-se cá pelos nossos lados que «presunção e água benta...» e anda por aí muita presunção «científica» a querer substituir-se às crenças.

Há vida antes da morte

Grande descoberta! Isso toda a gente sabe! Claro que há vida antes da morte! Pois... mas é preciso saberde que vida falamos, porque há muitas formas relacionais de vida que o são nas suas características de dignidade, respeito e promoção e eestão, em grau e qualidade, a muitas léguas de distância da vida biológica. Desculpem a dureza da afirmação, mas, em vez de viver, há quem vegete - e não só por causa das doenças, é também por falhas de quem tem obrigações!

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